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O silêncio também viola o compliance

O silêncio também viola o compliance

O compliance costuma estar associado a códigos de conduta bem escritos, políticas atualizadas e treinamentos periódicos, mas, na prática, existe uma violação silenciosa e muitas vezes ignorada que compromete profundamente a efetividade de qualquer programa: o silêncio diante das irregularidades. Em determinados contextos organizacionais, esse silêncio deixa de ser neutralidade e passa a ser parte do problema, funcionando como um mecanismo invisível de perpetuação de desvios, abusos e riscos que poderiam ter sido prevenidos.

Boa parte das empresas afirma que “cumpre a lei”, mas cumprir a lei não é, por si só, sinônimo de integridade. O verdadeiro teste de maturidade de um programa de compliance não está apenas na existência de regras, mas na capacidade da organização de criar um ambiente em que colaboradores se sintam, de fato, seguros para falar. Quando funcionários presenciam ou passam por situações abusivas, condutas antiéticas ou ilegais e optam por ficar calados, isso raramente decorre de indiferença. Na maioria das vezes, é fruto do medo de retaliação, do isolamento, do prejuízo à carreira ou até da demissão. Em ambientes onde “quem fala demais incomoda”, a mensagem é sempre clara, ainda que nunca seja formalmente dita.

Confira na íntegra: https://www.migalhas.com.br/depeso/451461/o-silencio-tambem-viola-o-compliance

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