Durante muito tempo, os programas de compliance foram estruturados para atuar de forma essencialmente reativa. A lógica predominante sempre foi a de investigar fatos já ocorridos, apurar responsabilidades e aplicar sanções após a violação. Esse modelo, embora relevante, mostra-se cada vez mais insuficiente diante da complexidade das relações empresariais contemporâneas, marcadas por elevado volume de dados, decisões automatizadas, plataformas digitais e conflitos que surgem e se intensificam em ritmo acelerado. Nesse contexto, a insistência em um compliance voltado apenas ao passado revela limitações práticas, operacionais e estratégicas.
A evolução natural desse cenário aponta para um deslocamento de paradigma: do compliance reativo para o compliance preditivo. Trata-se de uma mudança que não elimina os mecanismos tradicionais de apuração, mas os complementa com uma atuação orientada à antecipação de riscos, à identificação de padrões comportamentais e à prevenção de controvérsias antes que se convertam em litígios.
CONFIRA O ARTIGO COMPLETO NA ÍNTEGRA: ODR e inteligência artificial: infraestruturas de um compliance preditivo

