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	<title>Arquivos garantia contratual - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos garantia contratual - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Quais os limites da responsabilidade entre fabricantes e as assistências técnicas autorizadas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 13:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ações consumeristas]]></category>
		<category><![CDATA[Código de Defesa do Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[garantia contratual]]></category>
		<category><![CDATA[ilegitimidade passiva da assistência]]></category>
		<category><![CDATA[prestação de serviços de reparo do produto]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade entre fabricantes e as técnicas autorizadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cabe aos fabricantes e fornecedores tomarem as cautelas necessárias para deixar bem evidente essas excludentes, facilitando assim as suas defesas.</p>
<p>O post <a href="https://dev.lbca.online/quais-os-limites-da-responsabilidade-entre-fabricantes-e-as-tecnicas-autorizadas/">Quais os limites da responsabilidade entre fabricantes e as assistências técnicas autorizadas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://dev.lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Código de Defesa do Consumidor dispõe em seu art. 3º, que o fornecedor é a pessoa que desenvolve atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ajuizamento de ações consumeristas que envolvem vício de produto, é muito comum que sejam incluídas no polo passivo tanto o comerciante quanto o fabricante e em algumas raras oportunidades a assistência técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o rol do art. 3º, quem seria a assistência técnica nesta cadeia?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência técnica nada mais é do que a pessoa que realiza a prestação de serviços de reparo do produto, devendo sanar o vício no prazo de até 30 dias, conforme dispõe o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor.1</span></p>
<hr />
<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://dev.lbca.online/responsabilidade-pelo-vazamento-de-dados-pessoais-em-assistencia-tecnica/" target="_blank" rel="noopener">Responsabilidade pelo vazamento de dados pessoais em assistência técnica</a></strong></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos concluir que a assistência técnica autorizada é uma empresa terceirizada que age à mando do fornecedor ou fabricante, durante a cobertura da garantia contratual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma ação consumerista que envolve vício de produto não sanado pela assistência técnica dentro do prazo de 30 dias, seria cabível a condenação solidária da assistência técnica e da fabricante?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a impossibilidade em reparar o produto seja em razão do atraso no fornecimento de peças ou indisponibilidade das mesmas, não pode a assistência técnica ser penalizada, uma vez que resta evidente que essa é uma obrigação do fornecedor ou da fabricante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não são raras as decisões judiciais que reconhecem a ilegitimidade passiva da assistência técnica nas ações consumeristas cujo objeto é vício de produto, senão vejamos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">AÇÃO INDENIZATÓRIA JULGADA PROCEDENTE EM PARTE. HIPÓTESE EM QUE O APARELHO NOTEBOOK PASSOU A APRESENTAR PROBLEMAS POUCOS MESES APÓS TER SIDO ADQUIRIDO. <strong>RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS INTEGRANTES DA CADEIA DE CONSUMO (FABRICANTE E COMERCIANTE)</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">CASO CONCRETO INDICANDO QUE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA OCORREU DE FORMA REGULAR, COM INDICAÇÃO DE QUE OS PROBLEMAS SOMENTE SERIAM SANADOS POR MEIO DE TROCA DO TECLADO, NÃO AUTORIZADA PELA FABRICANTE.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">HIPÓTESE EM QUE O PEDIDO DE INDENIZAÇÃO SE ENCONTRA LASTREADO NO VÍCIO DO PRODUTO, <strong>NÃO HAVENDO IMPUTAÇÃO DE MÁ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS POR PARTE DA APELANTE. RECONHECIMENTO DA ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CORRÉ, PRESTADORA DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">PRECEDENTES. </span><span style="font-weight: 400;">SENTENÇA REFORMADA EM PARTE. Recurso de apelação provido. (TJ/SP &#8211; AC: 10286426220208260196 SP 1028642-62.2020.8.26.0196, Relator: Cristina Zucchi, Data de Julgamento: 14/2/22, 34ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 14/2/22).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, fica claro que a assistência técnica autorizada não pode ser responsável, tendo em vista que é obrigação da fabricante em disponibilizar peças de reposição no mercado, conforme dispõe o art. 32 :&#8221; <em>Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto</em>&#8220;;</span></p>
<hr />
<p><strong>VEJA MAIS: <a href="https://dev.lbca.online/empresas-correm-risco-pelo-uso-indevido-de-logos-por-assistencias-autorizadas/" target="_blank" rel="noopener">Empresas correm risco pelo uso indevido de logos por assistências autorizadas</a></strong></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">E quanto à qualidade do serviço prestado, pode ser a assistência técnica responsável?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a falha no atendimento seja exclusiva da assistência técnica, não possuindo relação com alguma obrigação do fabricante, esta pode ser responsabilizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo dessa situação é quando a assistência técnica é contratada pelo consumidor para realizar atendimento fora da cobertura da garantia contratual fornecida pela fabricante e este fica insatisfeito com o serviço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a assistência técnica pode ser responsabilizada ao falhar no dever de informação, tendo em vista que o CDC determinada em seu art. </span><span style="font-weight: 400;"> 21 a utilização de peças novas e originais</span><i><span style="font-weight: 400;">: </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do consumidor</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, caso a assistência técnica não informe o consumidor adequadamente sobre a origem das peças utilizadas ou caso estas sejam usadas, ela também pode ser eventualmente responsabilizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não são raros os casos em que o fabricante é acionado judicialmente em ações que envolvem a má prestação do serviço da assistência técnica, situação essa em que é perfeitamente possível a condenação solidária entre ambos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, de um lado temos o CDC que impõe a responsabilidade solidária entre os envolvidos na cadeia de consumo e de outro temos as excludentes de responsabilidade dessas empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cabe aos fabricantes e fornecedores tomarem as cautelas necessárias para deixar bem evidente essas excludentes, facilitando assim as suas defesas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fabricantes e as assistências técnicas possuem uma relação de parceria, contudo, não são todas as situações em que o fabricante deve arcar com exclusivamente com as condenações judiciais, especialmente se for identificada alguma falha no atendimento da assistência técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante que tanto os fabricantes quanto as assistências técnicas procurem um advogado de confiança para lhe prestar as informações necessárias e, caso sejam acionados, possam se defender adequadamente.</span></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">1 Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;"> 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">I &#8211; a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">II &#8211; a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">III &#8211; o abatimento proporcional do preço</span></p>
<hr />
<p><strong>Marcio Pereira Mendes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Advogado e sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA). Formado em Gestão Ambiental pela Universidade Metodista de São Paulo e em Direito pelo Centro Universitário FMU| FIAM-FAAM, especializado em Direito Processual Civil pela Fundação Getúlio Vargas </span><span style="font-weight: 400;">e em Direito Empresarial pela Escola Paulista de Direito.</span></p>
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