Dia: 28 de outubro de 2020

  • Inteligência artificial: a chave para transformar a jornada do cliente

    Inteligência artificial: a chave para transformar a jornada do cliente

    Através de inteligência artificial,  experiência do cliente pode se tornar cada vez melhor, determinando fatores que levam ao aumento de receita, retenção e captação de novos clientes.

    De acordo com Fernanda Grolla, diretora comercial e de marketing da Neo, a experiência do cliente, também conhecida pela nomenclatura Customer Experience (ou, simplesmente, CX), representa a impressão que a sua empresa é capaz de transmitir ao cliente durante sua jornada em um site, e-commerce ou aplicativo. É a experiência do cliente que determina fatores que levam ao aumento de receita, retenção, captação e de novos clientes.

    Para exemplificar esse conceito, basta ter em mente o mercado varejista, um setor que acompanhou e se adaptou à nova Era da Transformação Digital. O varejo compreendeu que o perfil do consumidor brasileiro mudou (de fato, fazer compras online passou a fazer parte dos novos hábitos das pessoas, principalmente em tempos de pandemia), tanto que uma pesquisa recente conduzida pela NZN Intelligence apontou que 74% dos consumidores optam pela modalidade online em relação às compras feitas em lojas físicas em decorrência da agilidade, facilidade, melhores preços e condições. No entanto, durante a navegação, podem surgir dúvidas quanto à funcionalidade de determinado produto, e a facilidade ou dificuldade para conseguir a resposta é fator determinante para garantir um sentimento de satisfação.

    E é aí que entra um ponto importante, que pode impactar a jornada do cliente: a rapidez do atendimento. E as empresas estão focadas: um estudo da Hotjar, empresa especialista em customer experience, constatou que uma em cada cinco empresas coloca o atendimento moroso como um problema imprescindível para ser resolvido (20%). Indo além, um atendimento não satisfatório pode manchar uma experiência que, até então, poderia ser boa em um site, como o caso da demora para sanar algum problema. Por isso, para solucionar esses desafios, treinar a equipe é uma alternativa eficiente. Os colaboradores precisam entender os seus papéis e funções, os motivos de estarem ali e como eles podem beneficiar o cliente.

    O uso de análises preditivas é, sem dúvida, um potencializador para melhorar a jornada do cliente. Os chatbots, por sua vez, ganham espaço, e se consolidam como poderosos aliados nesse processo, pois permitem atendimento 24 horas e viabilizam uma comunicação automatizada, objetiva e mais eficiente. Para comprovar essa afirmação, a mais nova edição do Ecossistema Brasileiro de Bots aponta que o volume de bots criados cresceu no Brasil – para se ter uma ideia, em um ano o número de chatbots e voicebots saltou para 61 mil, contra os 17 mil citados na edição anterior da pesquisa. O tráfego de mensagens também cresceu. Em 2019, foram 1 bilhão de conversas mensais com bots, contra cerca de 800 mil em 2018.

    Quando falamos em jornada do cliente, o segredo está em criar uma experiência 360º e conectada para diferenciar seu negócio e acompanhar o ritmo acelerado dos canais emergentes. E aproveitar as novas tecnologias, particularmente a inteligência artificial, é a chave para essa coordenação completa entre canais e pontos de contato, propiciando respostas intuitivas e mais precisas ao atendimento.

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  • OCDE avalia maior Leilão 5G do mundo

    OCDE avalia maior Leilão 5G do mundo

    Segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o leilão de 5G do Brasil, que deve acontecer em 2021, é considerado o maior de todos os tempos e faz sugestões ao país.

    1. Como a OCDE analisa o leilão do 5G no Brasil?

    A organização sugere que o desenho do leilão precisa ser pensado com cuidado porque terá impacto futuro em todo o país. Chama a atenção para a necessidade de mudanças na política concorrencial , acabando com a lei de defesa da concorrência que fixa o limite de 20% de participação no mercado como indicador de posição dominante. O ideal, de acordo com a OCDE, seria ficar na faixa até 40%. Também propõe que haja menores restrições a investimentos estrangeiros diretos na radiodifusão.

    2. Que formato a Organização sugere para o leilão ?

    Sem comentar a disputa entre Estados Unidos e China quanto ao 5G brasileiro, avalia que é fundamental estabelecer a dinâmica da concorrência porque as empresas que ganharão a participação de espectro no leilão também devem ser as mesmas que irão competir no mercado durante a renovação das licenças. Ressalva que o serviço de tecnologias digitais e de comunicação de qualidade a preços competitivos são vitais para o enfrentamento da crise econômica e sanitária que o país vive. Aponta também a importância e o desafio de expandir a banda larga de qualidade para as áreas rurais.

    3. A OCDE também recomenda mudança tributária?

    Sim, recomenda alterações porque entende que o setor de comunicações no país é impactado severamente por uma alta carga tributária, que representa 40,2% dos preços de serviços de banda fixa e móvel.

    4. A OCDE sugere a criação de uma nova agência reguladora para o setor?

    Na verdade, propõe a criação de uma agência unificada e independente para os setores de comunicação e radiodifusão no país, com a fusão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) , Ancine (Agência Nacional do Cinema) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, uma vez que as fronteiras entre radiodifusão e comunicações devem deixar de existir com a evolução tecnológica. A unificação também facilitaria criar um regime regulatório para lidar com o mercado, a competitividade e proteção aos consumidores.

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