Dia: 11 de maio de 2021

  • Instituições de ensino estão pedindo recuperação judicial

    Instituições de ensino estão pedindo recuperação judicial

    Os impactos da pandemia da Covid-19 aceleraram a crise nas instituições de ensino, que já vinham enfrentando perda de alunos e excesso de endividamento, o que gerou pedidos de recuperação judicial.

    1. Que elementos entram nesse quadro de crise?

    Sem dúvida, as condições impostas pela pandemia da Covid-19 aceleraram a crise nas instituições de ensino, especialmente aquelas que atuam no ensino superior, agravando as dificuldades financeiras com a queda expressiva do número de alunos, seja por desmotivação pelas aulas remotas , questões de segurança sanitária ou porque também sofreram impactos econômicos com redução salarial ou perda do emprego, resultando no enxugamento de cursos e redução da receita e no pedido de recuperação judicial.

    2. Que outros fatores afetaram a saúde financeira das instituições de ensino?

    A piora da situação financeira foi agravada por dívidas tributárias, trancamento de matrículas e pelas mudanças nas regras do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), voltado a disponibilizar crédito estudantil em instituições privadas, que reduziu o número dos alunos no ensino superior, ao terminar com 100% de financiamento dos cursos e ao ampliar os prazos para os universitários quitarem as dívidas, aumentando a inadimplência.

    3. Os cursos EAD (ensino à distância) ajudaram para o pedido de recuperação judicial?

    Em termos, porque durante esse período pandêmico, os cursos em modalidade presencial que passaram para a forma on-line tiveram de reduzir o valor das mensalidades por decisão da Justiça, que entendeu que os serviços contratados pelos estudantes não estavam sendo entregues com a suspensão das aulas presenciais. Isso ajudou a impactar as contas das instituições de ensino. A crise também reduziu o total de matrículas nas faculdades privadas do país no 2º semestre de 2020 , que tiveram 40% de redução em novos alunos ingressantes e tiveram, paralelamente, de gerir uma taxa de inadimplência que cresceu 29,9%, segundo dados do Sindicado das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior.

    4. Por que a recuperação judicial ou extrajudicial pode ser a saída?

    Permite que a organização tome fôlego, suspendendo ações e execuções, permitindo que negocie com os credores dentro de um prazo mais dilatado, sendo capaz de se reestruturar financeiramente e administrativamente e seguir em frente, sem ter de fechar as portas. A Lei 14.122/20 também permite que a instituição tenha acesso a crédito nesse período de recuperação judicial e promova a venda de bens, livre de ônus para o adquirente. Vale ressaltar que a continuidade da instituição de ensino é do interesse de todos, dos devedores, credores e da própria sociedade.

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  • USP abre inscrições para envio de trabalhos sobre Direito Internacional

    USP abre inscrições para envio de trabalhos sobre Direito Internacional

    Estão aberta as inscrições para a submissão de trabalhos para o I Congresso de Direito Internacional Privado (DIPrBrasil). O evento, organizado a partir da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), acontecerá de 5 a 9 de julho e a submissão de trabalhos pode ser feita até as 23h59 do dia 16 de maio.

    O Congresso é coordenado pelo professor titular Gustavo Ferraz de Campos Monaco, com promoção do Departamento de Direito Internacional e Comparado da Faculdade de Direito da USP, apoio do Instituto de Direito Internacional e Relações Internacionais (Idiri) e do escritório Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA), além de outras instituições. “A ideia do encontro internacional é permitir que estudantes de graduação e pós-graduação da área de Direito Internacional aprofundem seus conhecimentos em Internacional Privado, além de apresentarem suas pesquisas ao público”, explica Monaco.

    Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias: “Pesquisador júnior”, graduandos e graduados em cursos de Direito; “Pesquisador pleno” mestrandos, mestres e doutorandos em Direito; e “Pesquisador Sênior” doutores em Direito. O interessado pode escolher entre nove áreas ligadas ao Direito Internacional Privado, como previsto no edital. Também podem se inscrever os autores de livros sobre Direito Internacional e áreas afins, publicadas entre 2017 e 2021, mas não serão aceitos livros em coautoria.

    O Comitê Executivo, que fará a análise das pesquisas, é composto por Solano de Camargo (LBCA), Raquel Botelho Santoro (USP), Kim Modolo Diz (USJT) e Amanda Cunha e Mello Smith Martins (USP). Os trabalhos selecionado serão publicados em formato de e-book e podem ser impressos sob demanda.

    Entre os palestrantes confirmados estão: Carmem Tibúrcio (UERJ), Cláudia Lima Marques (UFRGS, Cláudia Perrone-Moisés (USP), Dário Moura Vicente (Universidade de Lisboa), Paulo Borba Casella (USP), Roberta Clerici (Universidade de Milão), Rui Manuel Moura Ramos(Universidade de Coimbra), Otávio Luiz Rodrigues Jr (USP), Nadia de Araujo (PUC-RJ) e George Galindo (UnB). Diariamente serão realizados três painéis online: às 9h30 (conferência com painelistas convidados), 14h (apresentação dos trabalhos inscritos), 18h (sessão de debates com autores de livros de direito internacional).

    As inscrições para o Congresso ficam abertas até o dia 2 de julho e podem ser feitas pelo site.

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