Dia: 24 de junho de 2021

  • Mais agilidade no pagamento de alvarás na Justiça Trabalhista

    Mais agilidade no pagamento de alvarás na Justiça Trabalhista

    Os avanços tecnológicos nos últimos tempos deram ao Poder Judiciário novos contornos e ferramentas modernizadoras. No sentido de proporcionar celeridade e segurança, os Tribunais Regionais do Trabalho realizaram a implementação dos sistemas SISCONDJ e SIF que possibilitam o pagamento de alvarás por meio eletrônico.

    1. O que é o Sistema de Controle de Depósitos Judiciais – SISCONDJ?

    O SISCONDJ é uma plataforma, por meio da qual é realizada a transferência de valores diretamente para a conta do advogado ou das partes. Vale ressaltar que o sistema apenas realiza transferências de quantias recolhidas junto ao Banco do Brasil. O SISCONDJ foi implantado em 2020 na maioria das unidades dos Tribunais Regionais do Trabalho.

    2. Quais as vantagens?

    O sistema, além de acabar com a expedição de alvarás físicos e consequentemente deslocamento dos beneficiários à instituição bancária, possibilitou também o levantamento dos valores através de transações eletrônicas, o que reduziu drasticamente os gastos com papel. Ademais, o beneficiário pode obter o comprovante de resgate acessando o site do Banco do Brasil, bastando preencher algumas informações, como por exemplo, número da conta judicial, CNPJ ou CPF . A ferramenta foi bem-vinda e é eficiente, principalmente, em razão do atual cenário pandêmico, no qual há necessidade de a população manter o isolamento social. O sistema permite ainda fácil localização e identificação dos depósitos efetuados em conta corrente dos advogados ou das partes.

    3. O que é o Sistema de Interoperabilidade Financeira – SIF?

    Trata-se de um módulo que possibilita a emissão de alvarás eletrônicos e gerenciamento de depósitos junto à Caixa Econômica Federal. Assim como o SISCONDJ, o SIF dispensa o uso de papel o que, por si só, já traz benefícios ao meio ambiente. A transferência é realizada diretamente para a conta do beneficiário, sem necessidade de dirigir-se à agência para levantamento dos valores.

    4. Quais os pontos positivos e negativos do sistema?

    O módulo SIF, além de garantir segurança e praticidade na realização de transferência eletrônica aos respectivos beneficiários, também reduziu a expedição de alvarás físicos para levantamento junto ao banco. Contudo, a ferramenta embora tenha chegado em um momento necessário e oportuno acabou deixando lacunas porque criou expectativas em torno da disponibilização do comprovante de transferência. Assim como o SISCONDJ, imaginou-se que o recurso também disponibilizaria um meio para obtenção de comprovante ou até mesmo seria o mesmo viabilizado nos autos. Entretanto, isso não vem acontecendo, visto que, após a expedição do alvará eletrônico, não há previsão ou informação acerca da data da efetiva transação, o que dificulta a localização dos valores em contas. Há tratativas entre o TRT-2 e a OAB-SP para solucionar a questão. De qualquer forma, com a implementação do SIF, houve diminuição considerável de expedições de alvarás para levantamento junto ao banco, até porque, na maneira tradicional, objeções para levantamento de valores por parte das instituições financeiras são relativamente comuns.

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  • Medição do bem-estar econômico e projeções otimistas

    Medição do bem-estar econômico e projeções otimistas

    O confronto entre 33,2% dos moradores da cidade de São Paulo que declaram que seu bem-estar econômico é ruim ou péssimo – em contraposição com os 18,3% que dizem estar em ótima situação – revela que cresceu a desigualdade na maior cidade da América Latina.

    Os dados fazem parte da pesquisa “Confiança nas Instituições e Satisfação com o Bem-Estar Econômico – 2021”, que mede o índice ICapH, do Instituto do Capitalismo Humanista. O levantamento ainda apontou um aumento da desconfiança em relação ao governo e uma redução da percepção negativa sobre empresas e empresários.

    O ICapH, pela lei municipal 17.481/20, deve ser orientador das políticas públicas do Município de São Paulo. Segue a linha do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), propiciando um retrato de quem vive na cidade para que o orçamento da municipalidade possa ser destinado à educação, saúde, transporte e outras áreas, onde haja efetivamente demandas da população.

    Realizada entre os dias 8 e 9 de maio de 2021, a pesquisa entrevistou 616 moradores da cidade de São Paulo e mostra que houve uma piora da média da sensação de bem-estar econômico dos munícipes. Neste ano, para 33,2% dos entrevistados, a situação econômica está negativa, com 13% afirmando estarem ruim e 20,2% como péssima. Esses indicadores eram menores em 2020: já durante a pandemia de covid-19, a pesquisa revelou que 27,4% dos respondentes disseram ter uma percepção negativa de sua situação econômica, com 14% declarando estarem ruim e 13,4% como péssima. Ou seja, um decréscimo de 5,8 pontos percentuais na comparação entre 2021 e 2020.

    Essa variação é distinta no comparativo de percepções dos anos de 2019, pré-pandemia, e 2020. Nos percentuais registrados em 2019, 11,2% dos entrevistados classificavam seu bem-estar econômico como ruim e 17,5% como péssimo, somando 28,7% em condições negativas. Mas esse cenário pode ter reversão, pois, neste ano, há expectativa de crescimento do PIB entre 4% e 5,7%, com sinais no horizonte de recuperação de diferentes setores da economia, em contraponto ao ano passado, quando foram registradas perdas ainda mais significativas nos primeiros trimestres de pandemia.

    O levantamento revelou ainda que houve um aumento da desigualdade: o número de pesquisados a indicar como ótimo seu bem-estar saltou de 4,3%, em 2020, para 7,6%, neste ano. Com a queda dos que qualificaram sua situação como boa (de 13,8%, em 2020, para 10,7%, em 2021), o total de pessoas que se identifica com um bem-estar econômico positivo, soma de respostas ótima e boa, manteve-se estável (18,1%, em 2020, e 18,3%, em 2021). No levantamento de 2019, ou seja, antes da pandemia, 3,5% dos entrevistados classificavam como ótimo e 9,6% como bom, em um total de 13,1% de bem-estar econômico positivo.

    A parcela dos entrevistados que enxerga seu bem-estar econômico como regular ou razoável, que em 2019 era de 57,3%, caiu para 54% em 2020 e chegou a 48,3% neste ano, segundo a pesquisa.

    A pesquisa do ICapH de 2021 aponta que, em meio à pandemia, os moradores da cidade de São Paulo estão a enxergar uma população “mais egoísta” em relação ao levantamento de 2020. Para 41,9% dos entrevistados deste ano, os “paulistanos” estão mais egoístas durante a pandemia, contra 32,1% que responderam dessa maneira em 2020. Já a percepção de que a população está mais solidária oscilou positivamente, passando de 45,4%, em 2020, para 46,9%, agora. O número de pessoas que identifica os moradores da maior cidade do país como indiferentes despencou de 21,1%, em 2020, para 8,8% ,em 2021, e os que não souberam avaliar variaram de 1,4%, em 2020, para 2,4%.

    O levantamento feito pelo Instituto Guimarães, a pedido do Instituto do Capitalismo Humanista, mediu ainda o grau de confiança dos moradores de São Paulo em instituições governamentais. Neste ano, 51,2% afirmaram não confiar no governo, 4,5% em confiar muito e 41,6% em um pouco, e com 2,7% que não souberam opinar. Essa desconfiança é maior que a registrada em instituições financeiras (41,2%) e em empresas e empresários (26,8%). Em 2020, a desconfiança aos governos era menor, de 46,6%.

    O estudo também mostra que 56,8% dos entrevistados disseram “querer ter a liberdade” de receber tratamento precoce se estiver com covid-19 contra 37,9% que discordam e 5,3% que não responderam a esta pergunta.

    A pesquisa do ICapH, realizada pelo Instituto Guimarães a pedido do Instituto do Capitalismo Humanista, levou em conta a proporcionalidade da população por localidade, gênero, nível educacional e renda, permitindo cruzar dados de bem-estar econômico e confiança de cada grupo social.

    Se a percepção dos que vivem na cidade de São Paulo ainda é de que os ventos da economia continuam soprando desfavoravelmente, no final desse ano, pode-se ter uma virada diante das perspectivas de crescimento econômico, mesmo com a lentidão da vacinação e aparecimento de novas cepas do Sars-Cov-2. Um cenário mais promissor e otimista está a surgir com a consolidação da noção do bem comum, em que os interesses individuais ou de grupos se voltam aos coletivos, que nos vem propiciando a pandemia da covid-19, na alta dos preços das commodities, na leve melhora no quadro fiscal e previsões positivas sobre o crescimento do PIB, o que pode ser traduzido em aceleração do ritmo econômico, criação de mais empregos e de bem-estar para toda a população, inclusive da cidade de São Paulo.

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