Dia: 28 de julho de 2021

  • Descumprimento da quarentena tem impacto para o empregado

    Descumprimento da quarentena tem impacto para o empregado

    O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região manteve demissão de funcionária por justa causa que, durante licença médica por suspeita da Covid-19, descumpriu a quarentena e viajou a lazer.

     

    1. Como se configurou a suspeita de contaminação da empregada?

    A própria funcionária apresentou atestado médico particular à empresa e solicitou afastamento. Para garantir a prevenção contra a transmissão do vírus, as empresas têm acatado atestados médicos que justifiquem a ausência do trabalhador por suspeita de contaminação pelo novo coronavírus. O empregado deve ser isolado e adotada a quarentena, que impõe estrição de atividades, enquanto ocorre investigação clínica, sendo que muitas empresas asseguram licença remunerada ao funcionário nesse período.

     

    2. Por que ela foi demitida por justa causa?

    Aproveitando o período de isolamento, a funcionária viajou a lazer, quando deveria se sujeitar ao cumprimento das medidas restritivas ou acatar a responsabilização pelo seu descumprimento. Vale ressaltar que pela lei, o salário do funcionário afastado é arcado pelo empregador nos 15 primeiros dias e a partir desse período, pelo INSS. Nos casos que a atividade permite, as empresas adotam o home office para os funcionários suspeitos de contaminação.

    3. Qual deveria ser a conduta da funcionária?

    Manter a quarentena domiciliar, que possui como regra o prazo de 14 dias, no sentido de cumprir medida restritiva como forma de evitar a propagação do vírus e contribuir com o programa de prevenção ao contágio dentro do país e da empresa.

     

    4. Qual o entendimento da Justiça para manter a justa causa?

    Segundo a relatora da ação no TRT-2, ao descumprir a quarentena, mesmo tendo o exame posterior dado negativo para contaminação por Covid-19, a empregada rompeu a confiança entre empregador e empregada, o que repercutiu na relação contratual e na demissão.

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  • CGU amplia cultura de integridade sustentável

    CGU amplia cultura de integridade sustentável

    Responsável por fomentar programas de integridade, controle e ética, a Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou seu 3º Plano de Dados Abertos (PDA), com vigência até 2023, no sentido de consolidar a cultura da transparência e abertura de dados das informações de caráter público para os cidadãos.

    1. O que são dados abertos?

    Aqueles que estão em meio digital, estruturados em formato aberto e disponibilizado sob licença aberta ou domínio público, permitindo sua livre utilização, consumo ou cruzamento.

    2. O que prevê este novo PDA?

    De acordo com a própria CGU, disseminar dados atualizados que contenham informações de interesse da sociedade e a melhoria da qualidade desses dados, além de contribuir com uma cultura de integridade de dados sustentáveis, fomentando o ecossistema de dados abertos e servindo de referência a projetos estratégicos do governo, entre outras demandas.

    3. Qual o critério para abrir determinadas bases de dados de caráter público?

    A sua relevância, determinada com base em consulta pública que a CGU realizou no ano passado, sendo que a base mais votada foi de Cadastro dos Municípios Avaliados no Âmbito da Escala Brasil Transparente – Avaliação 360 graus. A solicitação de acesso a esses dados, em muitos casos, é uma obrigatoriedade legal. A Resolução 3/2017 do órgão regula a matriz de prioridades.

    4. Que outras bases de dados serão abertas?

    Além do Cadastro de Municípios, outras 5 bases de dados serão abertas: (i) relatórios sobre estatísticas de pedidos e recursos em casos de calamidade pública; (ii) plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação; (iii) Painel de Integridade Pública, que permite conferir informações sobre a estruturação, execução e monitoramento de programa de integridade em órgãos e entidades do Governo Federal, (iv) ferramenta que disponibiliza decisões da CGU; e (v) Plataforma do Conselho de Usuário para acesso a informações sobre a qualidade da prestação de serviços públicos no país.

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