Dia: 4 de fevereiro de 2022

  • Lee, Brock, Camargo Advogados anuncia nova área de ESG

    Lee, Brock, Camargo Advogados anuncia nova área de ESG

    O Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) anunciou uma nova área para trabalhar demandas voltadas ao ESG, sigla para Enviroment, Social and Governance. Liderada por um comitê instituído pela firma, a consolidação do segmento será estabelecida em cinco pilares: Sustentabilidade, Inovação, Diversidade & Inclusão, Voluntariado e Excelência. A banca está entre as mais Mais Admiradas de 15 edições do anuário ANÁLISE ADVOCACIA.

    Políticas de Diversidade & Inclusão já fazem parte da cultura do escritório há um bom tempo, segundo o sócio Yun Ki Lee, coordenador da nova área. A afirmação é refletida na própria equipe do LBCA: 63% dos colaboradores são mulheres, 50% são negros e 10% são LBGBTQIA+; além disso, a equipe de colaboradores possui Pessoas com Deficiência (PCDs), de origens econômicas, educacionais e culturais diversas e também grupos vulneráveis.

    Ele adiciona que, em termos de sustentabilidade social, os profissionais do time atuam no sentido de sensibilizar e orientar os demais integrantes para as práticas de D&I.

    Para Patricia Blumberg, diretora de ESG do LBCA, os pilares de da prática já norteiam o escritório desde o princípio, mas o Comitê de Práticas Ambientais, Sociais e de Governança só foi estabelecido em 2020, com o intuito de aprimorar e atualizar as políticas e ações do escritório e estar em sintonia com o mercado e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    É possível afirmar que as empresas que praticam efetivamente os fatores ESG estão dentre as que têm demonstrado maior resiliência e resultados; inclusive, durante a pandemia“, afirma Yun Ki Lee.

    Transferida para um smart building, a sede do LBCA passa a contar com práticas como Green IT — tendência mundial voltada para a redução do impacto dos recursos tecnológicos no meio ambiente —, otimização do espaço utilizado e iluminação inteligente por meio de detectores de presença, estando alinhada com os critérios de ESG.

    Ricardo Freitas Silveira, sócio, destaca que o trabalho jurídico do segmento tende a ter um grande potencial de crescimento a partir deste ano, e que diversas empresas também buscam orientação de como integrar os fatores ESG aos seus respectivos negócios.

    Silveira também explica que as demandas são específicas para cada cliente, conforme o segmento de atuação e momento econômico no qual se insere. No entanto, de modo geral, o sócio diz que as empresas buscam entender em qual estágio se encontram em relação às práticas ambientais, sociais e de governança, como gerenciar o avanço das iniciativas e engajar ainda mais o time interno. O LBCA, por sua vez, atua no processo de implantação e manutenção de programas de sustentabilidade em ESG.

    A exigência de boas práticas ambientais, sociais e de governança vem sendo reclamada cada vez mais forte e por um número cada vez maior e diverso de pessoas, não mais ficando restrito aos acionistas, investidores, agentes financeiros ou entes reguladores“, enfatiza Yun Ki Lee.

    Em relação às perspectivas e obstáculos para a nova área, o coordenador adiciona que restabelecer o ciclo de produção em um período pós-pandêmico, comprovar que o ESG atende aos interesses dos stakeholders e que não há perda de rentabilidade para as empresas a longo prazo serão os principais desafios. Em termos de expectativa, o escritório pretende continuar auxiliando corporações a iniciarem a transição para as práticas ESG, tendo em vista a promoção de um bem-estar geral.

  • Compliance e os três riscos: regulatório, corporativo e ESG

    Compliance e os três riscos: regulatório, corporativo e ESG

    Além  de constituírem  normas destinadas a prevenir e administrar riscos, o Programa de Compliance ajuda a criar um ambiente negocial mais positivo, com segurança jurídica e preservação da marca. Atualmente, as corporações enfrentam três desafios: regulatório, corporativo e ESG.

    1. Por que o Compliance é importante para as corporações?

    Vivemos em um cenário econômico, no qual as coisas mudam muito rapidamente e um programa de conformidade ajuda a estabelecer balizas, seja em busca de uma governança ética, de proteção de dados, de conformidade com leis e regulamentos e voltadas a aspectos concorrenciais. Esses fatores contribuem para dar sustentabilidade às organizações  e preservar reputações.

    2. No que consistem os riscos regulatórios?

    O próprio Compliance já significa agir em conformidade com as leis. Portanto, a prevenção desses riscos está na base da cultura e saúde organizacional que visa à  integridade organizacional e consolidação de um ambiente com boas práticas de gestão.

    Exige a análise de oportunidades e ameaças e a definição dos esforços de conformidade para vencer esses desafios em cumprimento à missão e valores da empresa. Dessa forma, a companhia tende a crescer e se consolidar no mercado, inclusive do ponto de vista reputacional.

    3. Quais são os riscos corporativos?

    Sem dúvida, são muitos. As corporações precisam adotar práticas de conformidade que possibilitem cumprir as exigências legais do ordenamento jurídico nacional e regulamentares relativas ao segmento negocial no qual atuam.

    Ao identificar e mitigar riscos, aprimora-se a gestão no sentido prevenir todo tipo de ilícito, ampliando a transparência  e coletando e tratando dados pessoais em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Todos esses elementos ajudam a promover a integridade e accountability da companhia.