Dia: 29 de outubro de 2025

  • Recuperação de crédito e tecnologia: como IA e Big Data transformam a localização de bens e devedores?

    Recuperação de crédito e tecnologia: como IA e Big Data transformam a localização de bens e devedores?

    A inadimplência é um dos maiores desafios para as empresas. A dificuldade em localizar devedores e bens, aliada ao tempo e custo de processos judiciais, pode gerar perdas significativas. 

    Mas a transformação digital chegou também ao campo da recuperação de crédito. Hoje, ferramentas de inteligência artificial (IA), big data e plataformas digitais de cobrança estão revolucionando a forma como empresas e escritórios de advocacia atuam.

    Iremos explorar como a tecnologia está sendo aplicada para identificar ativos, localizar devedores, otimizar cobranças e viabilizar acordos extrajudiciais, reduzindo custos e aumentando a efetividade.

    O Desafio da Recuperação de Crédito no Brasil

    • O Brasil possui índices elevados de inadimplência, impactando diretamente a saúde financeira de empresas.
    • Métodos tradicionais de cobrança são demorados, caros e muitas vezes ineficazes.
    • A dificuldade em acessar informações confiáveis sobre devedores torna a recuperação de crédito judicialmente lenta.

    LEIA MAIS: Sustentabilidade e inovação com propósitos

    Esse cenário abriu espaço para soluções inovadoras, que unem tecnologia, análise de dados e direito empresarial.

    Inteligência Artificial e Big Data na localização de bens e devedores

    A aplicação de IA e big data permite cruzar milhões de informações em segundos, oferecendo resultados ágeis que antes demandariam meses de investigação.

    Como funciona na prática:

    1. Rastreamento de bens: cruzamento de dados públicos e privados para identificar imóveis, veículos, participações societárias, testamento, inventário e procurações.
    2. Mapeamento digital de devedores: análise de padrões de consumo, geolocalização e histórico de dívidas.

    Análise preditiva: algoritmos que avaliam a probabilidade de pagamento, ajudando empresas a priorizar negociações.

    Exemplo prático: imagine uma empresa que busca recuperar valores de um cliente inadimplente. Com a tecnologia, é possível identificar se ele possui participação em uma startup ou bens em outra região, facilitando a penhora ou negociação extrajudicial.

    Plataformas de Cobrança Digital: Velocidade e Escalabilidade

    Outra inovação são as plataformas de cobrança digital, que automatizam comunicações com devedores de forma personalizada e escalável.

    Vantagens:

    • Envio automatizado de mensagens por e-mail, SMS e aplicativos de mensagens.
    • Acompanhamento em tempo real das respostas e interações.
    • Redução do custo operacional em comparação à cobrança tradicional.
    • Maior engajamento com propostas claras e acessíveis.

    Essas plataformas utilizam design jurídico amigável (Visual Law) e linguagem simples para aumentar a taxa de resposta.

    Acordos Extrajudiciais: Caminho Rápido e Eficiente

    Os acordos extrajudiciais têm se tornado alternativa eficiente para evitar a judicialização, trazendo benefícios para ambas as partes:

    • Para credores: redução de custos e maior previsibilidade de recebimento.
    • Para devedores: condições de pagamento flexíveis e menor impacto em sua reputação.
    • Para empresas: rapidez no fluxo de caixa e maior foco no negócio principal.

    Com suporte da tecnologia, os acordos podem ser feitos digitalmente, assinados eletronicamente e acompanhados em tempo real.

    VEJA TAMBÉM: Contratos de adesão e de prestação de serviço: como aplicar o Visual Law?

    O Papel do Advogado na Era Digital da Recuperação de Crédito

    Apesar da tecnologia, o fator humano continua essencial. O advogado atua como estrategista e mediador, garantindo que os métodos de cobrança respeitem:

    • A legislação vigente, como a LGPD e o Código de Defesa do Consumidor.
    • Princípios éticos e de compliance, fundamentais para empresas responsáveis.
    • Personalização da negociação, considerando o perfil do devedor e a viabilidade do acordo.

    Na LBCA, por exemplo, a combinação de equipes multidisciplinares, plataformas próprias (como DIANA e Legalbox) e expertise em direito empresarial potencializa os resultados.

    A recuperação de crédito aliada à tecnologia representa um avanço significativo para as empresas que enfrentam a inadimplência. O uso de IA, big data e plataformas digitais não apenas aumenta a eficiência, como também promove soluções mais rápidas, éticas e sustentáveis.

    Estamos diante de uma nova era, em que a cobrança deixa de ser um processo moroso e desgastante para se tornar estratégico, inteligente e orientado por dados.

  • Sustentabilidade e inovação com propósitos

    Sustentabilidade e inovação com propósitos

    As teorias dos vencedores do Nobel de Economia de 2025 dialogam com o ESG

    O crescimento sustentado pode ocorrer com base no avanço continuado da inovação ou pela “destruição criativa”, que resulta em novos produtos, que superam os anteriormente criados. Essas teorias estão no cerne das pesquisas desenvolvidas pelos laureados que dividiram o Prêmio Nobel de Economia – 2025: Joel Mokyr (Northwestern- EUA), Philippe Anghion (Collège de France) e Peter Howitt (Universidade Brown). Tais teorias dialogam com o ESG (boas práticas ambientais, sociais e corporativas), à medidas que abordam  a inovação, a tecnologia e os desafios sociais.

    O conceito ampliado da “destruição criativa”, originário do legado do economista Joseph Schumpeter, veio a público a partir de um artigo dos economistas premiados Aghion e Howitt, publicado em 1992, intitulado “Um Modelo de Crescimento por Meio da Destruição Criativa”. No texto, os autores afirmam que “Cada inovação consiste em uma nova linha de bens intermediários que podem ser usados para produzir resultados de forma mais eficiente do que antes. As empresas de pesquisa são motivadas pela perspectiva de rendimentos monopolistas que podem ser obtidos quando uma inovação bem-sucedida é patenteada. Mas esses rendimentos, por sua vez, serão destruídos pela próxima inovação, que tornará obsoleta a linha existente de bens intermediários.

    CONFIRA O ARTIGO COMPLETO NA ÍNTEGRA: Sustentabilidade e inovação com propósitos