Dia: 20 de agosto de 2021

  • O ‘Visual Legal’ como ferramenta de gestão

    O ‘Visual Legal’ como ferramenta de gestão

    Em uma sociedade cada vez mais conectada, a busca pela inovação passou a ser um elemento de sobrevivência para todos, sobretudo para empresas. Inovar não está necessariamente ligado à tecnologia, mas também não está dissociado dela. Mas o que vem a ser inovação?

    Inovar possui diversos significados, pois seu conceito relaciona-se diretamente com o resultado que se pretende. Inovar é fazer algo diferente, seja esta uma ação inusitada ou já existente, mas sempre com foco na otimização do resultado. A otimização de resultados é a razão de inovar.

    A hype hoje é falar em design thinking, que pode ser entendido como forma de pensar, criar, transformar, modificar, dentre outros verbos cujo escopo final sempre será o aprimoramento de resultados e a facilitação da vida das pessoas. Empresas com missão e valores bem definidos têm apostado nesta receita.

    Um dos pilares da gestão empresarial é a comunicação eficiente entre stakeholders. Sabendo disso, através das técnicas de design thinking , definidas como diferentes formas de abordagem de situações e problemas para obtenção de soluções inovadoras, nasce o Visual Law, que hoje é amplamente debatido no mercado corporativo.

    Aqui uma breve interrupção, para alertar o leitor que a intenção deste artigo não é discorrer sobre o Visual Law, enquanto técnica a ser empregada em petições e recursos judiciais que aumentam a compreensão e reduzem os valores dispendidos pelas empresas, mas sim explorar um pouco mais suas possibilidades e mostrar que o Visual Law pode ser uma poderosa ferramenta de gestão empresarial, pois ajuda na comunicação eficiente.

    Com o advento da pandemia, milhares de empresas no mundo todo foram forçadas, do dia para noite, a dar continuidade às suas operações de forma remota, colocando seus colaboradores e funcionários para desempenharem suas funções em regime de home office. A gestão passou a ser feita à distância, sem que todos os gestores estivessem preparados para tanto.

    Mas como isso foi possível? Talvez o verbo precise ser empregado no presente ou ao invés de no passado, pois os desafios apenas começaram. O mindset muda de tempos em tempos, sempre acompanhando as tendências modernas, mas que nunca deixam de escorar-se na comunicação eficiente.

    Partindo da premissa que a comunicação é a espinha dorsal da gestão empresarial, como garantir o alcance, eficácia e eficiência da comunicação? Diariamente somos alvejados com centenas de informações textuais, mas quanto disso conseguimos absorver?

    Vamos pensar na capacidade de aprendizado. Quando crianças estão em processo de alfabetização, a metodologia de ensino empregada muitas vezes passa pela associação de figuras e desenhos aos textos. Uma técnica relativamente simples, mas extremamente eficaz.

    A simbologia como forma de comunicação já estava presente nos primórdios da história. Os Egípcios, acredita-se em 3.000 A.C, criaram os hieroglifos, que era um tipo de linguagem que utilizava figuras e símbolos fazendo ligação com objetos ou ideias. Nessa mesma linha vem os ideogramas chineses, uma escrita pictórica, datada de 2.000 A.C. Será que os egípcios e chineses já se preocupavam naquele tempo com a comunicação eficiente?

    Milhões de anos no futuro até chegarmos ao presente, o desenvolvimento da comunicação eficiente passou a ser uma importante aliada da gestão empresarial.

    Sabendo disso, as empresas que utilizam o Visual Law e as infinitas possibilidades gráficas,visuais e interativas que o cercam, fazem uso desta técnica como ferramenta auxiliar de gestão e largam na frente da concorrência. Uma poderosa ferramenta de gestão,possibilitando alcance mais amplo do que um simples e-mail ou mensagem textual por qualquer canal, que ganha a atenção e foco do interlocutor final.

    Exemplifiquemos! Pensemos em uma empresa atacadista que firma diversos contratos de fornecimento com centenas de empresas varejistas. Como o gestor responsável pelo departamento de compras garantirá que um analista lerá e verificará se todas as cláusulas do contrato de fornecimento foram respeitadas, bem como todos os documentos foram checados, conferidos e adequados às diferentes legislações que cercam o tema? Realmente a tarefa não parece nada fácil.

    Todos os contratos detêm cláusulas extremamente importantes e outras nem tanto. A partir daí, porque não destacar o que é importante através de um gráfico, bullet points ou até mesmo fazer uso de um vídeo de 30 segundos?

    O distanciamento imposto pela pandemia da Covid-19 intensificou a necessidade de uma comunicação eficiente, pautada na simplicidade, agilidade e que busque enfocar o que realmente é importante. Essa é a ideia do Visual Law, também chamado de Visual Legal,como ferramenta de gestão.

    Com o advento da Lei 13.709 de 14 de agosto de 2018 – Lei Geral de Proteção de Dados, o tratamento de dados pessoais, sejam sensíveis ou não, passaram a ser a palavra de ordem.Não pelo fato que a LGPD prevê aplicação de sanções, mas sim porque a legislação visa facilitar o tráfego de dados de maneira segura e eficiente.

    Os dados dos usuários transitam em milhões de bancos de dados e são operados por diversas pessoas, sobretudo, por profissionais de empresas data driven. Nasce daí a necessidade destas de afinar e garantir que a comunicação acerca do correto tratamento de dados, seja realizada de forma correta, eficiente e em conformidade com a LGPD. Um gestor tradicional poderia redigir um longo e-mail com explicações acerca do que pode ou não ser feito, mas um gestor inovador poderia lançar uso do Visual Legal criando um storytelling que conte o passo a passo da lei.

    Considerando que somos alvejados com milhares de informações diariamente, e não retemos boa parte delas, seja pela estafa mental ou pela dificuldade em focar no que é importante, utilizar a técnica do legal design trará ganhos expressivos. Portanto, investir na comunicação é investir na gestão.

  • Quais as vantagens da aplicação do Privacy by Design?

    Quais as vantagens da aplicação do Privacy by Design?

    Os princípios do Privacy by Design ajudam a prevenir incidentes de privacidade, quando incorporados ao desenvolvimento de projetos, processos, práticas, serviços etc., assegurando a privacidade e a proteção de dados.

    1. O que é Privacy by Design?
    Trata-se de um princípio no qual a transparência e objetividade devem ser meios necessários para garantia da privacidade, desde o início, em todos os processos e produtos da organização.

    2. Qual é a relação do Privacy by Design com a LGPD?
    As organizações que tratam dados pessoais devem se conscientizar sobre a importância de cumprir a LGPD e utilizar a metodologia de Privacy by Design como forma de garantir o correto tratamento de dados pessoais, garantido a privacidade dos titulares, incorporando-a no DNA empresarial, de forma a assegurar a qualidade de serviços e produtos e evitando prejuízos futuros por conta de incidentes com dados pessoais.

    3. O que são PETs e qual a sua relação com o Privacy by Design?
    PETs (Privacy-Enhancing Technologies) são medidas técnicas (soluções de hardwares e softwares) que aumentam a privacidade e incorporam princípios fundamentais de proteção de dados pessoais, minimizando seu uso, aumentando a segurança e capacitando as pessoas físicas, tais como: criptografia, desagregação, anonimização, autenticação etc.

    4. Como aplicar o Privacy by Design na prática?
    É importante salientar que Privacy by Design não se aplica somente à utilização de softwares, mas também, em outras atividades. Não há uma regra, no entanto, é importante preparar a empresa para ações de privacidade em suas práticas de negócio, como por exemplo: criação de PIA (Privacy Impact Assessment), transparência na relação com os titulares, ter uma política específica sobre Privacy by Design, atualizações de contratos, criação de documentos de privacidade claros e objetivos (FAQs, guidelines etc.), conscientização de todos os envolvidos no tratamento de dados pessoais, designs físicos, dentre outras ações.

    5 – Como o Privacy by Design interfere nas relações comerciais? A legislação brasileira não menciona de forma expressa o princípio de Privacy by Design, no entanto, é clara a necessidade de pensar a privacidade em todo e qualquer novo produto ou serviço, a fim de proteger a privacidade dos titulares de dados pessoais e evitar problemas futuros. Hoje, toda e qualquer empresa em conformidade com as leis vigentes e aplicáveis referentes à privacidade e à proteção de dados pessoais, seja no Brasil ou no exterior, tem interesse em ter relações comerciais com organizações que possuam o mesmo nível de proteção. Incutir a privacidade pode encarecer um novo produto ou serviço, no entanto, é salutar atender a esse princípio, pois uma sanção pelo não cumprimento da LGPD pode gerar um prejuízo muito maior, além da perda de negócios e da confiança dos clientes.